segunda-feira, 12 de julho de 2010

Como reduzir o Bullying nas escolas?

  • Desde o primeiro dia de aula, avisem aos alunos que não será tolerado Bullying nas dependências da escola. Todos devem se comprometer com isso: não o praticando e avisando à direção sempre que ocorrer um fato dessa natureza.
  • Promovam debates sobre Bullying nas classes, fazendo com que o assunto seja bastante divulgado e assimilado pelos alunos.
  • Estimulem os estudantes a fazerem pesquisas sobre o tema na escola, para saber o que alunos, professores e funcionários pensam sobre o Bullying e como acham que se deve lidar com esse assunto.
  • Convoquem assembléias, promovam reuniões ou fixem cartazes, para que os resultados da pesquisa possam ser apresentados a todos os alunos.
  • Facultem a oportunidade de que os próprios alunos criem regras de disciplina para suas próprias classes. Essas regras, depois, devem ser comparadas com as regras gerais da escola, para que não haja incoerências.
  • Da mesma maneira, permitam que os alunos busquem soluções capazes de modificar o comportamento e o ambiente.
  • Sempre que ocorrer alguma situação de Bullying, procurem lidar com ela diretamente, investigando os fatos, conversando com autores e alvos. Quando ocorrerem situações relacionadas a uma causa específica, tentem trabalhar objetivamente essa questão, talvez por meio de algum projeto que aborde o tema. Evitem, no entanto, focalizar alguma criança em particular.
  • Nos casos de ocorrência de Bullying, conversem com os alunos envolvidos e digam-lhes que seus pais serão chamados para que tomem ciência do ocorrido e participem junto com a escola da busca de soluções.
  • Interfiram diretamente nos grupos, sempre que isso for necessário para quebrar a dinâmica de Bullying. Façam os alunos se sentarem em lugares previamente indicados, mantendo afastados possíveis autores de Bullying, de seus alvos.
  • Conversem com a turma sobre o assunto, discutindo sobre a necessidade de se respeitarem as diferenças de cada um. Reflita com eles sobre como deveria ser uma escola onde todos se sentissem felizes, seguros e respeitados.

Agressores precisam de vítimas. E quem são as vítimas?

   Geralmente, os autores de Bullying, procuram pessoas que tenham alguma característica que sirva de foco para suas agressões. Assim, é comum eles abordarem pessoas que apresentem algumas diferenças em relação ao grupo no qual estão inseridas, como por exemplo: obesidade, baixa estatura, deficiência física, ou outros aspectos culturais, étnicos ou religiosos. O que se verifica é que essas crianças são alvos mais visados e tornam-se mais vulneráveis ao Bullying, por possuírem algumas dessas características específicas.
Mas, o fato de sofrer Bullying não é culpa da vítima, pois ninguém pode ser responsabilizado por ser diferente!...
Na verdade, a diferença é apenas o pretexto para que o agressor satisfaça uma necessidade que é dele mesmo: a de agredir.
Tanto os pais, quanto as escolas, devem ajudar as crianças a lidarem com as diferenças, procurando questionar e trabalhar seus preconceitos. E uma das boas maneiras de se lidar com isso é promovendo debates, nos quais os jovens possam tomar consciência dessas questões e confrontar suas idéias com a de outros jovens.

Bullying in schools (bullying nas escolas)

O bullying é caracterizado por atitudes agressivas, intencionais e repetitivas ocorridas nas escolas, no trabalho, nas universidades, entre vizinhos e em diversos outros lugares. Esse comportamento se expressa de formas variadas, entretanto as mais comuns são: colocar apelidos, zombar, bater e discriminar as pessoas que se encontram em algum estado que expresse inferioridade, tanto física como mental. Embora seja um comportamento aparentemente comum, as informações sobre o assunto são escassas. Essa prática atinge aproximadamente 50% dos estudantes de ensino fundamental no Brasil, dados que englobam agressores, vítimas ou ambas as partes. Pesquisas revelaram que 5.482 alunos entre 5ª a 8ª séries de 11 escolas do Rio de Janeiro, mais de 40,5% admitem ter praticado ou ter sido vítimas de bullying. (IBOPE, 2007).
As conseqüências geradas pelo bullying são observadas tanto no agressor, que se torna uma pessoa violenta com atitudes delinqüentes na sociedade, quanto na vítima, que pode se tornar uma pessoa recuada e com dificuldades de socialização, ao ainda tornar-se um usuário de drogas. Observa-se também o desenvolvimento de sintomas psicopatológicos – distúrbios decorrentes na psique que são refletidos no corpo – como depressão, perda da alta-estima e estresse .
O sintoma psicopatológico mais comum observado é o desenvolvimento da depressão, que bioquimicamente pode ser explicado pela redução da atividade das monoaminas (noradrenalina e dopamina) e da serotonina (5-HT) em seus receptores neurais específicos. A dopamina, principal monoamina envolvida na depressão, é responsável pelas sensações de prazer e bem-estar, sua produção inicia-se quando o organismo sofre estímulos positivos, logo após a produção ela é liberada e age nos receptores dopaminérgicos (sinapse), as moléculas de dopamina são levadas até o córtex cerebral onde os impulsos elétricos são transformados em sensação de bem-estar.
Esse estado de depressão é pronunciado principalmente na fase de infância e adolescência, muitas fezes a vítima oculta a situação para pais e/ou responsáveis, é importante que a escola observe os comportamentos e se pronuncie diante de tal situação. A consciência das instituições escolares a respeito da existência do bullying já é um grande passo para que professores e psicólogos possam lidar com essa situação de uma forma específica. Esse comportamento não pode ser interpretado como uma fase de desenvolvimento dos alunos deve-se discutir como solucionar tal problema e quais são as medidas mais interessantes. É importante também, que haja um trabalho de conscientização de pais e alunos, onde seja relatado as conseqüências provocadas pelo bullying, essa conscientização pode ser feita a partir de grupos de palestras com psicólogos e gincanas educativas.
O papel do psicólogo é diagnosticar os casos e trabalhar os envolvidos chamando atenção de que o quão melhor será se entre os alunos houver uma socialização respeitosa, pois essa atitude agressiva pode esmagar os sentimentos e marcar para sempre a vida de uma pessoa.



what is bullying (o que é bullying)

Bullying é um termo da língua inglesa (bully = “valentão”) que se refere a todas as formas de atitudes agressivas, verbais ou físicas, intencionais e repetitivas, que ocorrem sem motivação evidente e são exercidas por um ou mais indivíduos, causando dor e angústia, com o objetivo de intimidar ou agredir outra pessoa sem ter a possibilidade ou capacidade de se defender, sendo realizadas dentro de uma relação desigual de forças ou poder.
O bullying se divide em duas categorias: a) bullying direto, que é a forma mais comum entre os agressores masculinos e b) bullying indireto, sendo essa a forma mais comum entre mulheres e crianças, tendo como característica o isolamento social da vítima. Em geral, a vítima teme o(a) agressor(a) em razão das ameaças ou mesmo a concretização da violência, física ou sexual, ou a perda dos meios de subsistência.
O bullying é um problema mundial, podendo ocorrer em praticamente qualquer contexto no qual as pessoas interajam, tais como escola, faculdade/universidade, família, mas pode ocorrer também no local de trabalho e entre vizinhos. Há uma tendência de as escolas não admitirem a ocorrência do bullying entre seus alunos; ou desconhecem o problema ou se negam a enfrentá-lo. Esse tipo de agressão geralmente ocorre em áreas onde a presença ou supervisão de pessoas adultas é mínima ou inexistente. Estão inclusos no bullying os apelidos pejorativos criados para humilhar os colegas.
As pessoas que testemunham o bullying, na grande maioria, alunos, convivem com a violência e se silenciam em razão de temerem se tornar as “próximas vítimas” do agressor. No espaço escolar, quando não ocorre uma efetiva intervenção contra o bullying, o ambiente fica contaminado e os alunos, sem exceção, são afetados negativamente, experimentando sentimentos de medo e ansiedade.
As crianças ou adolescentes que sofrem bullying podem se tornar adultos com sentimentos negativos e baixa autoestima. Tendem a adquirir sérios problemas de relacionamento, podendo, inclusive, contrair comportamento agressivo. Em casos extremos, a vítima poderá tentar ou cometer suicídio.
O(s) autor(es) das agressões geralmente são pessoas que têm pouca empatia, pertencentes à famílias desestruturadas, em que o relacionamento afetivo entre seus membros tende a ser escasso ou precário. Por outro lado, o alvo dos agressores geralmente são pessoas pouco sociáveis, com baixa capacidade de reação ou de fazer cessar os atos prejudiciais contra si e possuem forte sentimento de insegurança, o que os impede de solicitar ajuda.
No Brasil, uma pesquisa realizada em 2010 com alunos de escolas públicas e particulares revelou que as humilhações típicas do bullying são comuns em alunos da 5ª e 6ª séries. As três cidades brasileiras com maior incidência dessa prática são: Brasília, Belo Horizonte e Curitiba.
Os atos de bullying ferem princípios constitucionais – respeito à dignidade da pessoa humana – e ferem o Código Civil, que determina que todo ato ilícito que cause dano a outrem gera o dever de indenizar. O responsável pelo ato de bullying pode também ser enquadrado no Código de Defesa do Consumidor, tendo em vista que as escolas prestam serviço aos consumidores e são responsáveis por atos de bullying que ocorram dentro do estabelecimento de ensino/trabalho.